ENTREVISTA: MARINA SILVA.
Ex-ministra do Meio Ambiente e possível candidata a presidente em 2010, a senadora Marina Silva acredita que Brasil pode atender à expectativa internacional e assumir a liderança no debate sobre o aquecimento global.
Deutsche Welle: O Brasil vem se tornando cada vez mais importante no debate global sobre biodiversidade e mudanças climáticas, e há uma expectativa muito grande da comunidade internacional de que o país assuma uma posição de liderança. O que de fato o Brasil tem condições de fazer?
Marina Silva: Por ser um país com uma base de recursos naturais incomparavelmente maior do que qualquer outro país emergente, o Brasil tem muitas possibilidades de liderar um duplo processo em Copenhague. Primeiro junto aos países emergentes, dentro do próprio G77 [grupo dos países em desenvolvimento], e segundo junto aos desenvolvidos. Com os emergentes porque o Brasil tem um plano de combate ao desmatamento que começou a ser implantado em 2004 e conseguiu resultados altamente significativos. Temos um sistema de monitoramento por satélite que permite saber se o que se diz que está sendo reduzido no desmatamento de fato é verdade. Segundo porque o Brasil tem uma matriz energética renovável 45% limpa e tem muitas possibilidades de ampliar essa matriz com biomassa, energia eólica, solar, além de ter 30 anos de pesquisa e produção de biocombustíveis. Então, o Brasil pode sim ir para Copenhague com uma meta global, não só de redução do desmatamento, mas também de redução de emissão [de gases do efeito estufa] na indústria, na agricultura e no setor de energia.
E como seria a liderança do Brasil junto aos países desenvolvidos?
Se um país em desenvolvimento, que não tem tantos recursos financeiros nem capacidade tecnológica é capaz de se comprometer com metas, por que não aqueles que têm emissões históricas elevadíssimas, emissões atuais insuportáveis e, ao mesmo tempo, têm tecnologia e conhecimento? Então o Brasil tem que liderar duplamente esse processo, tanto junto aos seus pares, os emergentes, e junto aos países desenvolvidos a fim de que eles se comprometam com metas, e isso que estou dizendo não é nenhuma ficção, isso é factível.
O que deve mudar na prática para o Brasil a partir da Conferência Mundial do Clima, em dezembro, em Copenhague?
Os processos aos quais me referi já estão em curso, então é uma questão de aprofundá-los e não cometer erros como, por exemplo, o que aconteceu no novo Plano Decenal de Expansão de Energia, em que se valorizou sobremaneira o uso de combustíveis fósseis, tanto diesel quanto carvão. Além dos investimentos que precisam ser feitos para que as energias limpas como eólica, solar e biomassa possam ser priorizadas e, com isso, baratear custos e aumentar a contribuição dessas fontes. E também investir na agricultura, utilizando as novas práticas e tecnologias já disponibilizadas pela Embrapa para que se diminua cada vez mais desmatamento, mas também as emissões de CO2 em função, sobretudo, da pecuária.
O Fundo Amazônia, criado em julho deste ano pelo Governo Federal, pretende arrecadar 21 bilhões de dólares no exterior para reduzir o desmatamento na Amazônia. O problema da floresta é dinheiro?
O problema da floresta não pode ser reduzido a apenas um aspecto, é uma questão complexa. Todos os países que têm floresta tropical precisam tomar a decisão de preservar suas florestas. O Brasil tem 60% ainda de cobertura vegetal, e a maior parte na Amazônia, que já perdeu cerca de 18% dessa cobertura vegetal. No entanto, é possível preservar, desde que se façam os investimentos certos. Por isso recursos são importantes, mas também é fundamental que se tenha um modelo de desenvolvimento que mude o foco da economia. Antigamente, a valorização era pela terra nua, hoje, no meu entendimento, a valorização deve se dar pela floresta em pé.
E o que o fundo pode proporcionar de mudança daqui para frente na realidade da Amazônia?
Você pode apostar nos modelos intensivos de agricultura, evitando a extensiva, apostar em infraestrutura que leve em consideração a capacidade dos ecossistemas, em atividades econômicas como o turismo, que pode ser uma fonte de riqueza para a região e tantas outras que precisarão de recursos. O importante é que o Brasil já começou esse processo, sobretudo na redução do desmatamento, com recursos próprios. O adicional seria o previsto na própria convenção do clima, em que, para mudar o modelo de desenvolvimento, os países emergentes precisarão de transferência de tecnologia e de recursos.
Com o fundo, o Brasil deve assumir metas de redução de desmatamento. O que o país precisará fazer, e de que precisará abrir mão, para cumprir essas metas?
Não é uma questão de abrir mão, o Brasil vai ter que começar a combater a ilegalidade. Não oferecer crédito para os ilegais, não permitir que a legislação ambiental seja atropelada, como estão tentando fazer no Congresso Nacional. Não se pode reivindicar a continuação do que é ilegal. Temos é que reivindicar os investimentos e incentivos necessários para alcançar a nossa meta de redução de desmatamento e emissão, sem os efeitos indesejáveis que essa redução provoca.
Que efeitos são esses?
Os efeitos indesejáveis são as pessoas não terem emprego nem condições de vida digna. Mas a prática dos que estão trabalhando corretamente já indica que, quando você usa as novas tecnologias e respeita a legislação ambiental, produz mais e gera mais empregos. Em uma fazenda certificada, hoje, que respeita as áreas de preservação permanente, se produz um emprego a cada 90 hectares. Nas fazendas tradicionais que operam da forma predatória, a proporção é de um emprego a cada 400 hectares. Logo, vamos ter que investir em tecnologia e conhecimento, e essas tecnologias já estão disponíveis, basta implantá-las, ganhar eficiência econômica, competitividade e proteção do meio ambiente.
Brasil e Europa têm posições diferentes em relação a alguns temas. Por exemplo, a União Europeia é crítica ao uso de biocombustíveis e de biomassa por entender que eles têm um custo ambiental alto. Qual é a sua posição?
Os biocombustiveis no Brasil podem ser produzidos sem custo ambiental. O zoneamento agrícola que foi feito recentemente – e que eu espero que seja implementado, cumprido e que se tenha uma lei que dê viabilidade legal a ele no Congresso – estabeleceu que não se produzirá cana-de-açúcar nem na Amazônia, nem no Pantanal, e estabelece as áreas prioritárias que podem ser utilizadas. Dentro do Brasil, diferente da Europa, temos 350 milhões de área agricultável, com 51 milhões em repouso.
Significa que biocombustíveis e florestas podem conviver pacificamente?
O país pode produzir sem avançar sobre floresta. Basta observar a capacidade de suporte dos ecossistemas, não ter a pretensão de ser a Opep dos biocombustíveis, e ao mesmo tempo respeitar a legislação. Só vai produzir aquilo que é possível, sem comprometer meio-ambiente e segurança alimentar. Não pode extrapolar esses critérios. E isso deve ser válido para todo e qualquer país, inclusive para os que produzem de fontes mais caras, como o milho e outros cultivos.
A senhora concorda com a forma como o governo está conduzindo as questões de energias renováveis, mudanças climáticas e biodiversidade no contexto internacional?
As questões ligadas a biodiversidade já estavam encaminhadas quando eu saí do governo, já havíamos realizado a 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Biodiversidade em Curitiba, e eu tive a felicidade de presidir o processo durante dois anos, fomos capazes de aprovar o mapa dos biomas brasileiros, as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade, criamos o Instituto Chico Mendes, a lei de gestão de florestas públicas, então tivemos muitos avanços anteriores. Obviamente esses avanços têm que ser implementados e aprofundados.
E quais são as perspectivas para as novas ações?
Temos alguns retrocessos à vista. A aprovação da medida provisória que transferiu 67 milhões de hectares para proprietários particulares sem critério já demonstra que temos agora um processo de desmatamento dentro de terras públicas em função dessa MP. Algumas tentativas de flexibilização da legislação ambiental, como agora está acontecendo na Câmara dos Deputados, vão exigir do governo muito mais do que uma crítica isolada do Ministério do Meio Ambiente. Tem que ser uma ação de governo para evitar que a bancada ruralista passe por cima de 20 anos de legislação infraconstitucional que tem se constituído na base de proteção da biodiversidade e dos recursos naturais brasileiros. Há, o tempo todo, essa tensão dentro do governo, em que os setores mais ligados à agenda desenvolvimentista tentam atropelar a agenda do desenvolvimento sustentável. Então há sempre essa possibilidade de retrocesso. Mas o ministro [Carlos] Minc tem se esforçado para que possamos ir com metas para Copenhague.
A sua candidatura à presidência nas próximas eleições é tida como muito provável. Como a senhora pretende lidar com os acordos internacionais para sustentabilidade e preservação do meio ambiente na campanha e, se eleita, na presidência?
Essa questão da candidatura será uma definição em 2010, obviamente não vou falar como candidata, porque a decisão ainda não foi tomada. O que eu posso dizer é o que é válido para o Brasil, independentemente de ser esse ou aquele presidente. O Brasil tem que apostar firmemente na mudança do modelo de desenvolvimento, e reúne todas as condições para ser o país a dar o primeiro passo na direção de uma economia descarbonizada no século 21. Ele tem recursos naturais e uma base de conhecimento tecnológica razoável, pode desenvolver uma matriz energética limpa e tem terras agricultáveis em quantidade necessária para continuar o nosso desenvolvimento sem prejudicar o meio ambiente. Essas são vantagens que outros países, ainda que tenham dinheiro e conhecimento, não têm.
U2 festeja queda do Muro com show no EMA 2009
O show de 20 minutos no Portão de Brandemburgo, o U2 promete um evento histórico para lembrar a queda do Muro e sua relação com a cidade. Mas uma cerca de proteção de dois metros provoca críticas ao evento.
Os 10 mil ingressos distribuídos de graça através da internet se esgotaram em poucas horas, e a emissora MTV pede aos fãs para que fiquem em casa e assistam tudo pela televisão. O show-relâmpago do U2 defronte ao Portão de Brandemburgo, na noite desta quinta-feira (05/11), promete ser uma apresentação histórica, mas já provoca críticas, devido ao esquema de segurança montado pela emissora.
“Fiquem em casa”
Programado para durar 20 minutos, o espetáculo é considerado a abertura não-oficial para as comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, ocorrida em 9 de novembro de 1989. A apresentação da banda faz parte do MTV Europe Music Awards, celebrado pela segunda vez em Berlim.
“Fiquem em casa e assistam pela televisão”, aconselhou o produtor da MTV, Richard Godfrey. O tapume de mais de dois metros de altura montada para proteger o evento, impedindo a visão de curiosos, é motivo de irritação na imprensa berlinense. O jornal Berliner Morgenpost critica o esquema com uma matéria intitulada “MTV faz o U2 se apresentar atrás de um muro”.
Na reportagem, o periódico lamenta a providência, destinada, como afirma o diário, a garantir que apenas os fãs que conseguiram um bilhete possam assistir ao show. Setores da administração pública berlinense ouvidos pelo jornal dizem não serem responsáveis pela medida. Segundo policiais, não há motivos para impedir curiosos no entorno do show. “Estamos preparados para isso”, afirmou uma porta-voz da polícia em entrevista ao jornal.
Achtung Baby
O U2 começa sua performance às 18h30, hora local, executando apenas quatro músicas. Os irlandeses liderados pelo cantor Bono Vox também lembram com esse show sua relação especial com a cidade. Foi na capital da Alemanha que eles produziram, em 1990, o álbum Achtung Baby. O trabalho foi gravado nos estúdios Hansa, situado a poucos passos do Muro, na época recentemente aberto.
A cerimônia de premiação da MTV acontecerá na mesma noite, mas em um estádio longe do Portão de Brandemburgo, localizado do outro lado da capital alemã. O evento contará com a presença de estrelas do calibre de Beyoncé, Shakira, Green Day, Foo Fighters, além da banda adolescente alemã Tokio Hotel. Entre os apresentadores da entrega de prêmios estarão Lil Kim, Jean Reno, os Jonas Brothers e o grupo Backstreet Boys.
O MTV Europe Music Awards foi realizado primeira vez em Berlim em 1994. Na ocasião, foi o cantor britânico George Michael a se apresentar no Portão de Brandemburgo. A festa, realizada anualmente, acontece primeira vez em uma cidade que já sediou o evento. Até agora, a premiação era transmitida de uma cidade europeia diferente.
O programa será apresentado pela cantora norte-americana Katy Perry, que prometeu se vestir de forma ainda mais ousada que no último ano. “Estarei com menos roupa ainda”, disse. A inspiração para o modelito que vestirá na festa deste ano será, segundo a artista, a personagem de Liza Minnelli no filme Cabaret.
Votação na internet
O público vai poder votar, através da internet, em seus favoritos nas 13 categorias do MTV Europe Music Awards. Entre os músicos com maior chance de arrematarem um troféu em Berlim estão Lady Gaga e Kings of Leon, com cinco nomeações cada um. Como melhor artista solo, disputam a estatueta Eminem, Jay-Z, Kanye West e Mika, além de Robbie Williams.
Entre as mulheres, Lady Gaga, Beyoncé, Katy Perry, Leona Lewis e Shakira concorrem ao troféu de melhor performance feminina. Entre as bandas, estão no páreo Kings of Leon, os Black Eyed Peas, Green Day, Jonas Brothers e Tokio Hotel.
Alimentação um direito inviolável 16 de outubro- Dia Mundial da Alimentação.
“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua saúde . família e e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.” [Artigo XXV / DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS]
Estatísticas da Fome:
Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo,1 bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.
a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo, o Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% das crianças Brasileiras, menores de 5 anos sofrem de anemia crônica.
O Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas.Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem terras.
Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante.Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: “Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todo mundo uma dieta adequada.”
O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.
…em 2007 no Planeta havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009 cento nove milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há 30.000 meninos soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.
“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.
Essas são algumas das Estatísticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo.
Um mundo livre da fome
Nós do Planeta Voluntários buscamos um mundo sem fome e desnutrição – um mundo no qual cada uma e todas as pessoas possam estar seguras de receber a comida que necessitam para estar bem nutridas e saudáveis. Nossa visão é a de um mundo que protege e trabalha para que haja assistência social e dignidade humana para todas os povos. Um mundo no qual cada criança pode crescer, aprender e florescer, e desenvolver-se como membros ativos e ativos da sociedade.
Por Marcio Demari
PLANETA VOLUNTÁRIOS
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A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!!
Imprensa vê oportunidades e desafios para Jogos no Rio de Janeiro.

O jornal alemão Neue Westfälische Zeitung, de Bielefeld, ressalta em seu editorial o apelo emocional da campanha a favor do Rio de Janeiro, calcada, entre outros, no fato de serem os primeiros Jogos Olímpicos na América do Sul: “Após a sexta candidatura [da cidade], o mundo pode alegrar-se com atraentes imagens televisivas, como as de uma partida de vôlei de praia em Copacabana, por exemplo. É uma decisão corajosa, pois os Jogos no Rio não serão fáceis. Os custos serão imensos.
A infraestrutura está longe de ser adequada a um evento olímpico.” O jornal também enfoca eventuais dificuldades em encontrar patrocinadores e a criminalidade na cidade brasileira: “Dois anos depois da Copa do Mundo no Brasil, poderá ser difícil encontrar patrocinadores para os Jogos. Não basta uma nova equipe de policiais para combater a alta taxa de criminalidade, se assaltos e tiroteios fazem parte do cotidiano. Mas muita coisa pode acontecer em sete anos. Além disso, a Copa do Mundo pode servir de ensaio geral”, termina o jornal de Bielefeld.
Também o General Anzeiger, de Bonn, acredita que a realização dos Jogos Olímpicos no Rio representa uma enorme oportunidade para a cidade: “O voto pelo Rio é uma decisão do coração – e é uma decisão certa. É claro que o Comitê Olímpico Internacional (COI) corre um risco, ao conceder a competição a uma cidade marcada pela criminalidade, que tem muitos problemas ambientais e onde muitos não sabem como poderão sobreviver até amanhã. Mas estes Jogos podem também – juntamente com a Copa de 2014 – se tornar um enorme pacote conjuntural para o Brasil”. O empenho do presidente norte-americano, Barack Obama, a favor de Chicago, foi um tiro pela culatra, destaca o diário Lausitzer Rundschau. “A derrota prematura foi uma sonora bofetada na comunidade olímpica dos EUA, provavelmente porque a curta visita de cinco horas de Obama a Copenhague deixou a impressão arrogante de que os EUA, como potência mundial, acreditam que poderiam, assim de passagem, determinar que os Jogos Olímpicos sejam realizados na porta da própria casa”, escreve o jornal. O Lausitzer Rundschau lembra ainda os escândalos que envolveram Jogos realizados nos Estados Unidos: “O voto pelo Rio de Janeiro é uma prova de que o COI aparentemente aprendeu com os erros do passado. Após os ‘Jogos Coca-Cola’ em Atlanta, em 1996, e do escândalo de corrupção na concessão das Olimpíadas de Inverno de 2002 a Salt Lake City, os membros do COI foram tratados com rédeas curtas. Apenas uma comissão de avaliação pôde viajar até as cidades candidatas. No lugar de opiniões pessoais dos votantes, os fatos deveriam ter mais peso para a decisão. E esses fatos já mostravam claramente antes mesmo da votação que nunca houve Jogos na América do Sul. O mundo olímpico será ampliado – e já era hora!” Em outros países europeus, os jornais repercutiram a escolha da seguinte maneira: Espanha La Vanguardia (Barcelona): “Lula bate Madri. O Rio derruba o sonho olímpico de Madri. Madri salva a honra, mas está aí com uma dívida de 7 milhões de euros”. França Le Parisien: “O Rio vai entrar para a história [...] As vantagens da cidade são conhecidas: extraordinárias condições naturais, o apoio de todo o país e de seu líder, e uma economia que está entre as dez principais do mundo. Resta esperar que sete anos sejam suficientes para recuperar atrasos na infraestrutura, que é um ponto fraco”. Holanda De Telegraaf: “A decisão deixou uma coisa bem clara: uma candidatura aos Jogos Olímpicos necessita de muito apoio, inclusive dos altos escalões. Um apoio não só do mundo do esporte e da população, mas também dos governos e dos representantes das monarquias. Esta foi, acima de tudo, a lição deixada pelo nível extraordinariamente alto das candidatas Rio de Janeiro, Madri, Tóquio e Chicago.
Nunca antes tantos chefes de governo, membros da realeza e ministros participaram de uma decisão olímpica como em Copenhague”. Itália Corriere dello Sport: “Lula triunfa. O Brasil será o primeiro país sul-americano a sediar os Jogos. Para a América do Sul, esse é um momento mágico. O Brasil passa por uma fase fantástica, o país tem uma economia sólida e dinâmica. Lula conseguiu superar muitas dificuldades em prol do sucesso da cidade brasileira”. Ucrânia Sports: “O carnaval brasileiro eliminou Madri e Tóquio. A concessão dos Jogos Olímpicos ao Rio de Janeiro é uma prova do prestígio do Brasil e de que o país desempenha um papel cada vez mais importante no mundo”. Polônia Rzeczpospolita: “O Rio foi a escolha do coração e da razão. Venceu o projeto mais magnífico e mais romântico”.
Soraia Vilela dw-word
Rio transforma o sonho olímpico em realidade e conquista os Jogos de 2016.

É impossível prever quais serão os maiores atletas do planeta daqui a sete anos. Possível, sim, é saber em que palco eles vão brilhar: o Rio de Janeiro. Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, os cariocas conquistaram em Copenhague o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Até a cerimônia de abertura no Maracanã, serão mais de 2.400 dias. Tempo de sobra para viver intensamente cada modalidade, moldar novos ídolos e, acima de tudo, deixar a cidade ainda mais maravilhosa. Superadas as rivais Madri, Tóquio e Chicago, finalmente dá para dizer com todas as letras: a bola está com o Rio.
Quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, abriu o envelope com os cinco anéis olímpicos e anunciou a vitória do Rio, foram duas explosões simultâneas de alegria. Na Praia de Copacabana, a multidão que aguardava o resultado soltou o grito e começou a comemorar sob uma chuva de papel picado.
Dentro do Bella Center, os integrantes da delegação brasileira repetiram a festa de forma efusiva. Sem conter as lágrimas, Pelé comandava a celebração, abraçando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e os esportistas. Entre gritos e abraços, difícil era encontrar um brasileiro que não estivesse chorando.
G1
2016 年オリンピックのリオ行き

リオデジャネイロの権利の優勝者には2016年の段階には、最初の南アメリカのオリンピック開催地になるための投票で最終ラウンドで、マドリッド暴行に選ばれました。
前に東京の出口を、リオ、マドリッドのレースに左にシカゴの投票で第1ラウンドで脱落した。
まで、1つの都市が有効投票総数の過半数に達している開催都市に投票手続きの下で、投票の連続する各ラウンドでの得票数が最も少ないの都市を排除されキャストします。
これは日本の3年連続で失敗した単価は、権利夏季五輪開催を獲得することだった。大阪では、2008年のゲームは、北京に行ったの投票の第1ラウンドで脱落した名古屋市は、1988年オリンピックのためソウルを失った。
“これは残念だ。我々はチームとして団結し、我々がすべてでした”と日本オリンピック委員会主任竹田恒和氏。
“が勝者と敗者と勝つことができなかったこの時間ですが、我々も何かを得ています。我々はどのように、2020年オリンピックのために行く方法を見つけ出す必要がある。”
東京の後の努力をIOC委員を説得するためには”最もコンパクトで効率的にこれまでオリンピックの舞台が何をされているかもしれないなRue残っていた。”
JOCの副社長昭福田彼はマドリッドで生き残るに驚いたと述べた。
“私は除去されるとマドリッドと思いました。また、それ同情(元IOC会長フアンアントニオ)サマランチ会長の票を獲得可能性がある。これは本当に残念だ。私はオリンピック1より多くの時間を入札するため、東京します。”
サマランチはスペインの首都は、IOC委員を思い出さを訴えていたが、89歳で、”私は自分の時間が終わると非常に近い”と話した。
東京の最終的なプレゼンテーションを控えて投票する内閣総理大臣、鳩山由紀夫の中に.

Río de Janeiro gana, Madrid dice adiós al sueño olímpico.

Madrid ha caído en la final ante Río de Janeiro y ha rozado el sueño olímpico. La candidatura española ha llegado hasta el final aunque no ha podido vencer a la ciudad carioca que celebrará los primeros Juegos de Suramérica. Río de Janeiro ha obtenido 66 votos y Madrid 32. La sorpresa ha sido la protagonista de la tarde tras las presentaciones de las cuatro ciudades olímpicas por la mañana. Primero ha llegado la eliminación de Chicago, más tarde Tokio. Sorpresa también para Madrid, que aunque no partía como favorita en las apuestas, ha tenido opciones hasta el último momento. Alegría enorme de la delegación española que ha comenzado a gritar cuando ha conocido el resultado de las primeras votaciones, informa Daniel Verdú. Aunque en la final no ha podido vencer a la gran favorita. Tras el resultado, la Reina ha declarado que se sentía “orgullosa” del trabajo de todos los españoles, felicitaba a Brasil y se mostraba un poco decepcionada. “La decepción es para nosotros”, ha declarado. La delegación de Tokio 2016 ha abandonado de forma apresurada y entre los sollozos de algunos de sus componentes, el Bella Center de Copenhague.
Chicago, una de las máximas favoritas, ha sido eliminada en la primera votación del COI. Madrid ha ganado la primera vuelta con 28 votos frente a los 26 de Río, los 22 de Tokio y los 18 de la ciudad cuna política de Obama que ha caído ante la sorpresa general. La asamblea del Comité Olímpico Internacional (COI) ha descartado a Chicago y ha dejado que continúen en carrera Tokio, Madrid y Río de Janeiro. Una bomba que nadie esperaba tras la visita del presidente de Estados Unidos, Barack Obama, que, junto a su mujer, ha participado en la presentación del proyecto de Chicago ante el COI. Obama llegó con el tiempo justo de hablar ante la asamblea olímpica y después se fue con su esposa. y l todas las apuestas señalaban que era clara favorita.
La derrota de Chicago ha sembrado de caras de desolación el centro de esta ciudad donde se congregaron miles de ciudadanos con ganas de fiesta. La baza de Chicago, que partía como favorita, se esfumó en la primera votación.
Tras Chicago, ha caído Tokio en la segunda vuelta. Río obtuvo 46 votos, Madrid 29 y Tokio 20. Finalistas quedaban los españoles y brasileños. Los centenares de madrileños congregados en la Plaza de Oriente han botado de alegría al escuchar que Chicago y Tokio dejan de estar en la carrera olímpica, y ver “más cerca” el sueño olímpico de Madrid. La alegría no ha durado mucho, una hora, lo que ha tardado el COI en anunciar la sede. Lejos de Madrid, abrazos y caras tristes en la delegación madrileña tras la elección de Río de Janeiro.
Rio Wins Bid for 2016 Olympic Games.

Rio de Janeiro beat Madrid in the final round of voting, 66-32. The committee delivered an unexpectedly early knockout blow to Chicago, which was eliminated in the first round. Tokyo was gone in the second.
Jacques Rogge, the president of the committee, made the announcement, sending crowds in Rio de Janeiro into celebration.
The announcement was shown live on Rio’s Copacabana beach, where tens of thousands of people had begun the party early in front of a main stage flanked by screens. As the envelope was opened in Copenhagen and the city’s name rang out, a loud scream rose from the crowd. Confetti exploded from the stage, as the people, dressed in shorts and bikinis, jumped to samba music and waved Brazilian flags and balloons of green and yellow, the national colors. The crowd spread to the water’s edge, and more people continued to arrive for a celebration that promised to last well into the night.
The scene was different earlier in Chicago as throngs in Daley Plaza gasped in disappointment when Rogge announced that Chicago was out. It was a surprising verdict, especially after President Obama’s whirlwind trip to boost the bid of his adopted city. Mr. Obama was the first American president to make an in-person appeal for a bid city, and the first lady, Michelle Obama, had also come this week to lobby I.O.C. members for votes. The Obamas were flying back to Washington at the time of the vote. A spokesman said Mr. Obama still believed it had been worth the effort.
Chicago’s bid leaders had worked for nearly four years and spent close to $50 million to try to bring the Summer Olympics to the United States for the first time in 20 years. Chicago had been considered among Olympic insiders as a favorite to win the Games, along with Rio.
Instead, the I.O.C. crushed an American city’s hopes for the second straight time. New York’s bid was eliminated in the second round of voting for the 2012 Olympics.
você esta marcotizado?

Ola galera li este artigo e achei muito interessante é do Consultor de Marketing e Comunicação Sérgio Luís Domingues.
Ao ouvir recidivas vezes o argumento de espanto com episódios de gravidez na adolescência, jovens que se embrenham em sítio abandonado mentindo aos pais, de como tais fatos poderiam estar ocorrendo em meio a tantas informações na mídia sobre sexo e violência, senti-me quase que na obrigação de desenvolver esta breve reflexão sobre o tema.
O fato de estarmos vivendo na “era da informação” não nos torna bem-informados, assim como a avalancha de exposição à sensualidade e à violência não faz com que sejamos mais cuidadosos e nem experts no assunto e nem mais ligados aos perigos que a prática irresponsável do sexo pode causar.
Ao contrário disso, o acúmulo de informação serve para “narcotizar” o cidadão em vez de estimulá-lo. A esta teoria os sociólogos americanos Merton e Lazarsfeld chamaram de “disfunção narcotizante”. Condescendentes, preferiram disfunção, e não função, partindo da premissa de que a narcotização não seria interessante à complexa sociedade moderna com grande parte da população politicamente apática e inerte.
O trabalho de pensar
Na disfunção narcotizante o indivíduo bombardeado pelos meios de comunicação, com mensagens de toda espécie, confunde o fato de conhecer os problemas cotidianos com a prática salutar de atuar sobre eles. Ou seja, nossa consciência social permanece inalterada e, em vez da participação ativa nos problemas sociais, adquirimos vasto e mero conhecimento passivo, e nada mais.
A missão da imprensa é informar, só não se dão maiores explicações a respeito do que exatamente o cidadão será informado. Há milhares de fatos acontecendo e seria impossível informar tudo. Assim, é preciso escolher o que será informado. E as escolhas que a imprensa faz revelam o que ela, enquanto instituição, pensa, ditando assim o que o cidadão deve pensar.
Mas pensar não é apenas ter as informações. Pensar é o que se faz com as informações. Desta forma, ao se entupir de notícias o cidadão se livra do trabalho de pensar. E isso é narcotização da consciência. Por isso a menina engravida na adolescência, mesmo falando o dia todo sobre camisinha. Por isso o casal de adolescentes vai a um sítio abandonado acampar em meio a tanta informação sobre violência, divulgada dia e noite pelos meios de comunicação. Infelizmente estavam narcotizados psicologicamente pela mídia.
Tensão e dissonância
Segundo a teoria da estatística da informação, a idéia de informação está sempre ligada a seleção e escolha. Informação, à luz desta teoria, se refere não a que espécie de informação, mas a quanta informação. Só pode haver informação onde há dúvida e dúvida implica existência de alternativas de escolha, seleção e discriminação. A superexposição não deixa espaço para nada disso.
Já em 1950 o papa Pio XII preocupava-se profundamente com o desenvolvimento de estudos sérios sobre os meios de comunicação. Vejamos o que dizia em 17 de fevereiro de 1950:
“(…) Não é um exagero dizer-se que o futuro da sociedade moderna, bem como da estabilidade de sua vida interior, dependem em grande parte da manutenção de um equilíbrio entre a força das técnicas de comunicação e a capacidade de reação do indivíduo (…)”.
Há mais de 50 anos o papa falava em capacidade de reação do indivíduo. Merton e Lazarsfeld falaram em disfunção narcotizante em 1948, portanto, dois anos antes deste pronunciamento preocupado do papa.
Um indivíduo inserido numa sociedade narcotizada vê-se impedido de contemplar o surgimento da “biodiversidade intelectual”, fenômeno social somente possível com inteligências particulares, cada um com sua contribuição pessoal no processo. Ou seja, sociedade narcotizada é igual a sociedade apática, sem lideranças verdadeiramente forjadas das necessidades e dos anseios populares.
Mas, antes de ser narcotizado, o ser humano passou por outro processo psicológico, a dissonância cognitiva, descrito por Leon Festinger, que consiste no choque de repertório, crenças e valores internos. Este conflito gera uma tensão psicologicamente desconfortável e leva a pessoa a tentar modificar essas novas percepções incompatíveis, a fim de reduzir a tensão ou a dissonância.
O fim da indignação
Nas tentativas internas em adaptar seus valores e comportamento para recuperar a condição de consonância, ou de equilíbrio, a pessoa passa por processos comportamentais que vão de agressão, racionalização (inventar desculpas por não conseguir mudar), regressão (comportamento infantil), fixação (recusando-se a aceitar uma mudança em seus conceitos) até a resignação (estágio apático no qual a mente começaria a ser narcotizada).
Estas verdadeiras batalhas psicológicas travadas diariamente por todos aqueles que são expostos ao bombardeio da mídia, quando não resolvidos de forma satisfatória para a mente, afetam o que Heider chamou teoria da coerência, na qual nossa mente tenta sempre estar em equilíbrio, a fim de compensar toda sorte de “ataques” psicológicos.
Quando este equilíbrio é cortado ocorre a quebra da coerência, e o caminho fica aberto ao surgimento de toda sorte de psicoses e neuroses que muitos, simplificadamente, reduzem a males inerentes à estressante vida moderna.
Desta forma, quando não nos indignamos mais com declarações frias de assassinos hediondos ou de traficante que “ganha” destaque em horário nobre na televisão para dizer que evita tomar calmantes por não querer se viciar, estamos engrossando o exército de homens narcotizados psicologicamente pelos meios de comunicação e, certamente, vamos ter de dizer novamente: que pena, engravidou; ou morreu vítima da informação.
(*) Jornalista pós-graduado em Comunicação e Marketing
Voce acredita que o Brasil será sede de uma olimpiada? o lula sim.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que, assim como ele precisou superar a desconfiança para se tornar o primeiro operário a alcançar à Presidência do Brasil, o Rio de Janeiro também vai provar que é possível realizar uma Olimpíada na América do Sul pela primeira vez.
Em Copenhague para defender a candidatura do Rio aos Jogos de 2016, Lula acrescentou que seu discurso aos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) antes da votação de sexta-feira vai exaltar “o momento mágico” atravessado pela economia do país e disse que dessa vez é o Brasil que vai entoar o lema: “sim, nós podemos”.
“Penso que é o mesmo tipo de convencimento”, disse Lula a jornalistas em entrevista coletiva, comparando a campanha do Rio com a sua própria chegada à Presidência, em 2003, após ter sido derrotado em três campanhas presidenciais.
“Aqui a história se repete. Temos os Jogos Olímpicos muito marcados por serem feitos em países desenvolvidos… muitas Olimpíadas no continente europeu e muitas nos Estados Unidos. Queremos mostrar que o Brasil é o único país entre as 10 economias do mundo que nunca realizou uma Olimpíada”, acrescentou.
O Rio, pela primeira vez na reta final de uma candidatura olímpica após duas tentativas frustradas, trava com Madri, Chicago e Tóquio uma das mais apertadas disputas olímpicas dos últimos anos, em que, segundo o presidente, “pela primeira vez todo mundo quer ser o pai da criança”.
O papel do presidente é considerado chave na campanha da cidade, especialmente porque Chicago –vista por sites especializadas como favorita ao lado do Rio– terá o apoio do presidente dos EUA, Barack Obama, na votação dos membros do COI.
Lula inclusive usou o famoso slogan da campanha presidencial de Obama: “Sim, nós podemos (Yes, we can)” para descrever o sentimento de mudança defendido pela candidatura brasileira.
“Queremos dizer ao mundo que nós podemos. Nós nunca dissemos. No Brasil estávamos habituados a dizer nós não podemos, somos pobres, como se fôssemos cidadãos inferiores. Mas desta vez queremos olhar para o mundo e dizer: ‘Sim, nós podemos e vamos realizar essa Olimpíada’”, disse Lula, numa concorrida entrevista no hotel que serve de base para a delegação brasileira na capital dinamarquesa.
Reuters (Por Pedro Fonseca)


